Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6

Conclamação

Todos os textos aqui postados são de minha autoria, salvo aqueles em que estiverem as devidas referências bibliográficas e links.
Devemos ser originais em nossas colocações, mas não imaginários e sim embasados tão somente nas sagradas escrituras e respaldados pela lingüística, ciência, história e legislação humana.




Direitos do Blog

O blog Jesus Cristo Príncipe da Paz tem seus direitos respaldados nos incisos IV, VI e IX do artigo 5º da Constituição Federal, abaixo transcritos:



IV – “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”

VI – “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos, salvo o dos que contrariem a ordem pública ou os bons costumes.”

IX – “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.



Respalda-se também Lei nº. 9610, de 19/02/1998, que rege o seguinte:

Art. 46: Não constitui ofensa aos direitos autorais:– a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, de passagens de qualquer obra, para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o nome do autor e obra.





O deus morto e o Deus desconhecido de Nietzsche





 Quando se fala de Nietzsche (1844 - 1900) , quando se pensa em Nietzche, logo se pensa em um homem contrário a fé, em um anticristo. 
Isso evidentemente devido a seus escritos, sua visão. Patente na obra "O anticristo", ou em "Assim falou Zaratustra", em sua sentença : "Deus está morto".
De fato em uma visão superficial é isso que transparece, mas será que era isso que Ele estava dizendo, será realmente essa a forma correta de interpretá-lo ?

Não me proponho a defendê-lo e nem lançar algo novo, haja vista que essa mesma interpretação que vou expor já foi antevista por homens do calibre de Leonardo Boff. Quero apenas registrar em meu blog e acrescentar um pouco do meu entendimento.

Nietzsche se via como um ateu convicto, mas se tomarmos tento, vamos perceber que Ele está mais pra gnóstico, isso por que, Ele não disse que Deus não existia, mas deixar claro que não consegue entender a Deus, não consegue rotulá-lo e tê-lo inserido, enlatado dentro de ritos litúrgicos ou dogmas religiosos, Ele sente que Deus é concreto, porém foge a sua compreensão.
É digno de nota que Nietzsche era um homem muito inteligente, mas ainda assim um homem.

"deus está morto", esse deus é o deus da igreja católica, a qual Nietzsche era ferrenho opositor. Defendia o conceito do Super-homem que rejeita a submissão e a  passividade encorajada pelo cristianismo. Que para ele era uma "moralidade escrava".
Esse é o ponto, ele era contra o cristianismo e não contra o Cristo, aliás entre os representantes do Super-homem está Jesus (além de Sócrates, Napoleão e Shakespeare).
Cristianismo para Nietzsche era sinônimo de casa de ópio, contudo não estou sendo partidário de suas asseverações, mas sejamos francos ele não estava de todo errado (basta ver hoje os mercadores da fé que encontramos na mídia "ungindo" meias, cobrando "trízimos", pregando um deus de barganhas).

Para o filósofo que era, viu com olhar racional toda a manipulação que repousava (e ainda repousa) nas classes sacerdotais que movem os fiéis na direção que convém aos homens sem que necessariamente seja a mesma direção almejada por Deus.

Inclusive o Super-homem desdenha não somente a autoridade eclesiástica, mas também toda autoridade constituída (que tende ao despotismo). 

Infelizmente em sua busca e suas resoluções morreu enlouquecido, sem visualizar o todo, mas somente parte. Conseguiu ver o deus morto das classes sacerdotais mas não viu o Deus Vivo imanente na Vida de Jesus o Cristo.

"Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?" - João 14 : 9


"Eu e o Pai somos um."- João 10 : 30

A presente oração é atribuída a Nietzsche, nela podemos ver a dúvida, a busca e os anseios do grande filósofo.


Oração ao Deus desconhecido

Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para
frente uma vez mais, elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de
quem eu fujo. 

A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares
festivos para que, em Cada momento, Tua voz me pudesse chamar. 

Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras: 

"Ao Deus desconhecido”. 

Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos
sacrílegos. 

Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo. 

Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-lo. 

Eu quero Te conhecer, desconhecido. 

Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida. 

Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te conhecer,
quero servir só a Ti.


Friedrich Nietzsche

Tradução de Leonardo Boff.



"Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.
O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;
Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;"

Atos 17:23-25





2 comentários:

Anônimo disse...

(Comentário de César, um crente de Deus, e servo inútil)
João 15:16 "Não me escolhestes vós a mim, mas Eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça; A fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai Ele vo-lo conceda."
Paz do Senhor irmão. Embora o versículo acima esteja recortado e descontextualizado, há várias outras passagens na Bíblia, desnecessárias e cansativas de colocar tudo aqui, que mostram Jesus como levando a salvação, e muitos a recusando. No caso acima foi aceita esta salvação e missão pelos que se tornariam apóstolos. Mas muitos outros disseram que iam primeiro se despedir, enterrar os mortos, etc... e não atenderam quando foram chamados. Ou não podiam vender tudo quanto tinham, conforme o Cristo pediu.
Um exemplo de negação da salvação pode ser visto ainda aqui:
João 8:23-24 "E dizia-lhes: Vós sois de baixo, Eu sou de cima; Vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo. Por isso vos disse que morrereis em vosso pecados, porque, SE NÃO CRERDES QUE EU SOU, morrereis em vossos pecados." E ainda versículos 43-44 e depois o versículo 47 "Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; Por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus."
Enfim irmão, são numerosas as passagens que mostram um Jesus Cristo que vai até os homens, mas enquanto alguns crêem, outros desprezam a salvação por não crer no Cordeiro de Deus, no filho Unigênito. E, há de concordar comigo, O HOMEM POR SI SÓ NÃO SE SALVA!!!
Então voltemos a Nietzsche. Onde você leu sobre Nietzsche procurando por Cristo? Não acredito que tenha havido uma busca honesta do mesmo nas escrituras, mas uma busca de Deus para preencher seu vazio espiritual. Se Nietzsche fosse das ovelhas, porque negaria o Senhor a lhe mostrar a porteira? Depois leia o início de João 10. Se tiver curiosidade, leia a letra do hino CCB nº 207. Porque esta porta não foi oferecida a Nietzsche? Estou perguntando, não afirmando nada.
Nos 4 primeiros evangelhos Jesus afirma ser o Caminho, a Verdade e a Vida, e que ninguém chega ao Pai senão por Ele. Mas Nietzsche parecia mais preocupado em confrontar os dogmas católicos à luz da razão pós-Iluminista do que uma busca de fé pessoal.
Mas irmão, como este mundo é de Deus, e é de Deus tudo o que nele há, a mente brilhante deste homem não podia deixar de negar que havia ALGO ali, mesmo que invisível aos sentidos da razão e lógica científicas humanas.
Apiedemo-nos dele irmão, pois posso sentir a dor existencial do mesmo sentindo que havia acima de nós um Deus, mas não conseguindo dar características nem contornos palpáveis para este Deus! Qual era então o problema irmão Van? Responda porque esta mente tão brilhante não conseguia ver a Deus, MESMO SABENDO INTUITIVAMENTE DA EXISTÊNCIA DO MESMO? Porque o procurava com a mente, não com o coração, e o procurava em critérios DA RAZÃO, ao passo que o Senhor nosso Deus é santo, e não pode ser percebido por quem não tiver santidade em si. Nietzsche não tinha, nem batizado era por opção adulta.
A angústia foi companheira deste homem irmão, sabendo da existência de Deus (Nietzsche NUNCA foi ateu, isto é mito, outra interpretação racional), mas não conseguindo visualizá-lo. (Continua, pois atingiu o limite...)

Anônimo disse...

Continuação de César...
(...) Moisés não viu a Deus, nem profeta algum, nem apóstolo algum do seu filho unigênito. Somente o filho o via e conhecia, por estar com Ele desde a criação do mundo.
Nós, os crentes, buscamos a santidade, e percebemos esse Deus somente quando imaginamos o Amor em perfeição, e buscamos com o coração e a perseverança. É fácil ser evangélico no mundo de hoje, mas é dificílimo ser crente!
Porque este caminho nos foi apontado, e não foi para Nietzsche? Questões talvez sem respostas, mas não se pode falar que não tenha sido mostrado a ele porque ele não procurou, PORQUE ELE PROCUROU SIM, E MUITO, E SOFREU! Mas ele procurou com a mente, com os critérios da definição da ciência, onde tinha que haver um Deus que ele pudesse analisar, medir, pesar, ver, tocar, para então acreditar direito! Mas os doutores não conhecerão assim a Deus, pois Deus se revela na fé, e não nas análises. Por isto devemos ser gratos a Deus, que assim se revela aos pequenos e humildes, E SE ESCONDE DOS SÁBIOS E DOUTORES DESTE MUNDO!!!
Entende agora onde quero chegar irmão? Nietzsche nunca foi ateu, tinha a intuição da existência do criador divino, e nadava na angústia de não ver as provas que queria. Se envolveu nos debates, combateu a ICAR, enxergou o óbvio das contradições daquele lugar de mentiras e idolatrias, mas não procurou o Deus Vivo, da fé que acredita no que não se vê! Ele procurou o Deus dos cientistas, o que pudesse ser analisável nos critérios empíricos. E nosso Deus não pode ser assim reduzido!!!
Ao ler a oração de Nietzsche, senti uma tristeza muito profunda pelo mesmo, um pesar, pois eu já fui no passado suicida, já entreguei minha vida aos demônios que minaram minhas forças até eu concordar com o ato e comprar a arma e ir para o mato me matar, mas disse a eles: Me mato hoje, mas vocês me cuspirão de volta, pois no meio das falanges de vocês, eu louvarei o nome do Deus de Amor, pois eu hoje percebo a existência do mesmo ao olhar para dentro de mim, e ver que este Deus é Amor, e que eu dali vim! O anjo de Deus veio, me salvou de uma situação que eu julgava irreversível e fechada já, e estou aqui louvando o nome de Deus.
Me vejo um pouco ali, quando Nietzsche mostra perfeitamente em sua oração ao Deus desconhecido, que ele não o vê, mas sabe que está ali.
Irmão, um pensamento me conforta: Que talvez, mesmo que não registrado, Nietzsche, em seus últimos dias, tenha sido quebrantado e enxergado, se arrependido, e confessado o nome de nosso Senhor Jesus Cristo como seu salvador, e sido salvo! Mas o que foi ou não pertence a Deus. De Nietzsche veio a angústia existencial, de Cristo vem a salvação. Deus seja louvado!!!