Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6

Conclamação

Todos os textos aqui postados são de minha autoria, salvo aqueles em que estiverem as devidas referências bibliográficas e links.
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Dispensacionalismo - A teologia de John Nelson Darby


Dispensacionalismo é a corrente teológica que divide os acontecimentos bíblicos em períodos. Para ser mais exato, a relação entre D'us e os homens ao logo do tempo.Seu criador foi o teólogo John N. Darby. (18/11/1800 a 29/04/1882)
O grande defensor dessa teologia foi o teólogo e comentarista bíblico C.I Scofield.(19/08/1843) a 24/07/1921).


São sete as dispensações, a saber:

Inocência, consciência,  governo humano (ou nações), patriarcal (ou promessa), lei, graça e milenial. 

Inocência 

Contempla o período de tempo entre o fim da criação (Gn 2:1) e queda do homem.(Gn 3:7)

Consciência 

Vai da queda do homem (Gn 3:7) até o dilúvio (Gn 7:24)

Governo Humano (nações)

Inicia após o dilúvio (Gn 9:1) e se estende até Babel (Gn 11:9)

Patriarcal (promessa)

Da chamada de Abraão (Gn 12:1) até a lei (Torah), entregue a Moisés (Êx 20)

Lei

Da entrega da Torah no Monte Sinai (Êx 20), há cruz do calvário.(Jo 19:30)

Graça

Da efusão do Espírito em Pentecostes (At 2:1-20) até o arrebatamento.(I Ts 4:17)


Milênio 

Dá-se inicio com a volta de Cristo (Ap 1:7) e perdura por 1000 anos literais.(Ap 20:6)

Vejamos uma pequena síntese dessa teologia aplicada:

D'us fez o homem e estipulou uma única lei,(Gn 2:16-17) e o homem não foi capaz de obedecer (Gn 3:6), logo D'us se viu obrigado a rever seus planos. Dessa vez permitiu que o homem agisse livremente, oque culminou em novos problemas, mais uma vez D'us revê seus planos, dessa vez decide refazer sua criação (Gn 6:17), salva Noé e de sua descendência sucinta uma nova civilização.(Gn 6:18) Tudo vai bem a principio, mas logo surge Babel,(Gn 10:10, Gn 11:4)  novos problemas. Então D'us em meio a idolatria que surgirá nesta dispensação, encontra um homem justo,Abrão.(Gn 12:1) Faz a ele promessas que beneficiariam não só a ele. como a toda a terra.(Gn 12:3)
De Abrão faz Abraão (pai de muitas nações) (Gn 17:5), e através dele um povo escolhido, um reino sacerdotal. (Êx 19:6)
D'us revela sua Lei (Torah) (Êx 20) e encerra todos os homens debaixo do pecado.(Rm 3:9) A Lei segue com seus 613 estatutos até a plenitude dos tempos quando, D'us traz a sua mais importante revelação: Seu filho Yeshua (Jesus).(Gl 4:4)
Desde então vivemos na dispensação da graça e aguardamos por seu retorno para que sejamos efetivamente salvos (Jd 1:21) e inicie-se a dispensação do milênio.(Ap 20:6)

Implicações negativas do dispensacionalismo

Dualismo entre Israel e a Igreja

Por essa teologia existe distinção entre Israel e a Igreja. A promessa restritas a Israel e promessa restritas a Igreja.
Vou direto ao ponto. Para os dispensacionalistas, a vinda de Yeshua será literal e depois da tribulação, até aqui concordo plenamente. Contudo, os dispensacionalistas defendem que Israel passará pela grande tribulação, mas a Igreja não (será arrebatada antes).
Sobra então passar pela grande tribulação os judeus (etnia), os ímpios (propriamente) e os desviados da igreja (os que não se firmaram).
E por quê?
Porque a dispensação da Lei é para Israel, e a dispensação da graça para a Igreja, logo, quando o serviço do templo for restabelecido (Dn 9), a Igreja não poderá estar aqui, afinal a igreja pertence a dispensação da graça, como poderia a igreja estar presente nessa retomada da Lei, claro que se questionar há um dispensacionalista, ele irá asseverar que continua sendo a graça, e só Israel faz parte desse serviço sacerdotal.O difícil de explicar são as inúmeras profecias que fazem referência ao milenio, e em todas elas vemos o serviço do templo retomado (Ez 40 a 48), Israel exercendo seu sacerdócio e o mais interesnsante: a Igreja junta e as nações vindo para congregar.

Ficam as seguintes perguntas:

Se há uma dispensação para cada revelação entre a a relação de D'us e os homens, como poderia haver esse retorno a Lei no período do milênio ;(Is 66:20-23)

Se hoje somos salvos pela graça, que é dom de D'us (Ef 2:8) (e não favor sem merecimento como afirmam muitos), como era dada a salvação nas dispensações anteriores?

Se a distinção entre a Igreja e Israel, como fica o fato de D''us fazer de ambos os povos, um só. Desfazendo a parede que nos separava de Israel? (Ef 2:14)

Esse ensaio não se propõe a liquidar o dispensacionalismo, mas sim, apontar que o mesmo não encerra respostas a questionamentos que ele mesmo provoca, gerando assim lacunas a serem preenchidas.

Existem mais duas correntes teológicas acerca da divisão dos acontecimentos bíblicos, que são:

Teologia do pacto e teologia da Nova Aliança.

Ambas tratam da relação entre D'us e os homens através de pactos  que contemplam toda a humanidade. Não existe uma divisão de períodos, mas sim o desdobramento da graça de D'us de geração a geração.(Um único pacto - o da Graça)
Aponto como um ponto negativo, a espiritualização de textos que são patentemente literais.

A diferença entre a a teologia do pacto e a teologia da nova aliança, repousa no entedimento sobre a aplicação da lei.

A teologia do pacto, compreende que a divisão das leis (Torah) em: Morais, Civis e Cerimoniais), cabendo a Igreja a guarda das Leis Morais (Os 10 mandamentos) 

A teologia da Nova Aliança por sua vez, defende que devemos trocar a Lei de Moisés pela Lei de Cristo (instruções morais de Cristo e do Novo Testamento).


Conclusão:

Minha conclusão é uma observação pessoal. Acredito que há uma coerência no dispensacionalismo (quanto ao milênio literal), mas não tem todas as respostas, não sem forçar textos e trazer invencionices (como a volta de Jesus em duas fases)
De mesma sorte a teologia do pacto e da nova aliança, é um conceito muito bom, ao meu ver, melhor que o dispensacionalismo, não obstante também não encerra em si todas as respostas.
O ideal é sintetizar estas correntes, pondo de lado o tendencialismo.


Nota: 

Está postagem é uma introdução a analise escatológica sobre o arrebatamento, a volta de Jesus e reino milenial, que será desdobrado nas próximas postagens.

Também serão propostas analises acerca de elementos dentro do livro de Revelações (Apocalipse)


Baruch Hu!



3 comentários:

Anônimo disse...

(Comentário de César) APdD! Como você próprio concluiu irmão, não creio que aparecerá uma corrente que fechará o assunto sem levantar novas indagações ou deixar lacunas.
Sobre uma das lacunas, (Antes da Graça, o que estava sendo feito das gerações que viveram sob a lei? Como estavam sendo salvas?), creio que boa parte das respostas pode ser percebida na leitura atenciosa, após oração, de Hebreus, nos trechos: 7:17-18, 7:28, 8:8-13, 10:1-23, e outros, que depois mostram nestas palavras (Pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire o pecado, Hb, 10:4).
Então, PODE SER (Não tenho certeza), que Jesus Cristo, mesmo já prevista sua vinda, tenha vindo por causa da inutilidade da Lei antiga para salvação. É uma hipótese apenas, minha apenas! Deus abençoe a todos!

Vanderlei L. Borkoski disse...

Eis o ponto irmão.

A justificação sempre foi por Graça.

Antes da Lei, a fé já era imputada como graça ;

"Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala."


Hebreus 11:4




Na Lei a fé já era imputada como Graça ;




"Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde."


Gálatas 2:21


E na plenitude dos tempos, a Fé em Jesus é imputado como Graça.




"Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),"


Efésios 2:5


Sempre fomos salvos por fé e não por obras.




"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;"


Ef 2:8-9




Shalom Aleichem

Anônimo disse...

(Idem César) Irmão, esperei até hoje para terminar o culto, e pegar no canto o cooperador para me explicar sobre esta questão de que sempre foi pela Graça. Não falei nada de você, como se a dúvida fosse originalmente minha. Ele me disse que sempre foi a Graça sim, e me falou de Abraão um pouco. Me disse que no plano de Deus não tinha como vir a Graça direto, sem as regras inúmeras da Lei, porque estas regras tinham uma serventia para Deus.
Outra questão é que alguns negam isso dizendo que somente na Graça os gentios tiveram acesso à salvação, e ele me disse que era um engano tremendo. Me disse que a promessa para os judeus foi na carne, mas para a humanidade foi espiritual, e que gentios foram salvos ou tinham direito à salvação sim, adotando o mesmo Deus. O exemplo são os vários trechos no pentateuco e depois, onde se diz que também se estende ao estrangeiro que está no meio de vós, e que se cincuncide e obedeça aos estatutos, tendo o mesmos direitos e benefícios. Pois estrangeiros foram também nas terras do Egito. (Na realidade eu já presumi isto, mas fiquei na dúvida).
Por último irmão, ficam aqueles que falam que Jesus afirma (E afirmou mesmo, mas no sentido literal), que não veio para mudar a Lei, mas para cumpri-la. A estes a resposta é que o cumprimento da Lei se dá com a Graça, pois esta só é alcançada com fé.
Bom irmão, você está certo aqui. Mas, depois gostaria de retomar a questão do Espírito Santo.
Fica com Deus abençoando!