Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6

Conclamação

Todos os textos aqui postados são de minha autoria, salvo aqueles em que estiverem as devidas referências bibliográficas e links.
Devemos ser originais em nossas colocações, mas não imaginários e sim embasados tão somente nas sagradas escrituras e respaldados pela lingüística, ciência, história e legislação humana.




Direitos do Blog

O blog Jesus Cristo Príncipe da Paz tem seus direitos respaldados nos incisos IV, VI e IX do artigo 5º da Constituição Federal, abaixo transcritos:



IV – “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”

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Especial de Natal



 

Estamos na proximidade do Natal, talvez o mais importante feriado no Ano, onde supostamente comemoramos a natividade do Senhor Jesus Cristo, vemos as ruas enfeitadas com muitas luzes, árvores (pinheiros) como bolas coloridas, a figura do Papai Noel que como conta a tradição visita os lares na noite de natal, deixando presentes as criancinhas que se portaram bem, presépios são montados, onde vemos um infante Jesus cercado por animais, por seus pais José e Maria, além da figura de alguns pastores de ovelhas e dos 3 reis magos, tradicionalmente chamados de (B)Melquior, Baltazar e Gaspar.
As famílias se reúnem e ceiam juntas, muito se fala de uma tal espírito de natal.

Mas de onde surgiu tudo isso?  E o mais importante: Está fundamentado na Bíblia? 

O porquê do questionamento é o escopo da data, ou seja, o nascimento de Jesus, por conseguinte tudo então deve ter base bíblica, do contrário algo está errado.

Vamos então examinar com base nas Escrituras.

1º Os reis magos eram três?  Estiveram na mangedoura quando do nascimento de Cristo?

Não há referência alguma na Bíblia que houveram  três reis, mas sim que foram entregues três presentes, dai se pressupôs serem três, ademais não há nome algum, os nomes sugeridos são mais um foco de especulação.
Tão pouco afirma-se que tenham sido reis, e sim magos, provavelmente a especulação de que tenham sido reis é oriunda do valor dos presentes oferecidos. (Ouro , Mirra e Incenso)



2º. Estiveram na mangedoura quando do nascimento de Cristo? 

De forma alguma, provavelmente chegaram cerca de dois anos depois e foram diretos a casa onde estava Maria.


 "E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra."  Mateus 2:11


Quanto ao a época da chegada dos Magos, tomamos como base o diálogo deles com Herodes.

"E, TENDO nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém,


Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo.

E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele." Mateus 2:1-3


"Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera". Mateus 2:7



"Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos".  Mateus 2:16



Então ficou claro até aqui que a tradição no que concerne o nascimento de Cristo está errada, mas não para por aqui.

Jesus nasceu no dia 25 de dezembro?

Novamente a resposta é não. A data exata de seu nascimento é uma incógnita histórica, mas certo é, que não nasceu em dezembro.

Vejamos as constatações:

Jesus nasceu durante o período do senso romano, onde cada cidadão era obrigado a regressar a sua cidade natal para o recenseamento, por conseguinte José (esposo de Maria) partiu com ela para Belém.  Esse recenseamento ocorreu durante o reinado de Herodes, o que nos dá o escopo de 8 a.C, Herodes morreu quatro anos depois do início e não antes de dois anos do nascimento de Jesus, então provavelmente nasceu em 6 A.C . (Tendo como base a data considerada oficial de 25 de dezembro A.D)

Na noite do nascimento de Jesus os pastores foram avisados pelo anjo, eles estavam pastando suas ovelhas, o que implica que não poderia estar frio como ocorre no mês de dezembro naquela região, além das chuvas constantes nessa época, o céu estava limpo e haviam estrelas.
 A própria Bíblia relata que o inverno é um período de chuvas constantes (Cantares 2:1 ; Esdras 10:9-13)

Presume-se que o nascimento tenha ocorrido em agosto.

3 º. Mas por que então 25 de dezembro?

Resposta: Paganismo !

Dia 25 de dezembro era a data em que se comemorava o nascimento de Tamuz (deus-sol), pelos romanos.
Como já foi explanado nas postagens acerca da trindade e da páscoa, a idolatria tem um fundamento, a  Babilônia.

 Ler:

http://jesuscristoprincipedapaz.blogspot.com/2011/04/especial-de-pascoa.html


http://www.jesuscristoprincipedapaz.blogspot.com/2011/08/trindade-crista-ha-de-fato-um-deus.html


Três nomes são o ponto de partida: Ninrode, Semiramis e Tamuz.
Das lendas que cercam a morte de Tamuz, surgiu a adoção do pinheiro (árvore de natal) e os enfeites que são colocados na árvore.

Reza a lenda que Tamuz (filho de Semíramis e supostamente a reencarnação de seu pai Ninrode) caçava em uma floresta quando foi atacado e morto por um porco selvagem. Então Semíramis e suas sacerdotisas choraram a morte de Tamuz e jejuaram por 40 dias,(Essa pratica pagã foi adotada por Judá - Ez 8:14) após isso ele teria ressuscitado, no lugar onde morreu surgiu então o pinheiro, que as sacerdotisas enfeitavam, também trocavam entre si, presentes.

Brumália 

Festa pagã que comemorava o nascimento do deus sol, no dia mais curto do ano. (25 de dezembro), anterior a ela era comemorada a Saturnália (17 a 24 de dezembro) que posteriormente veio a se tornar o nosso carnaval.

O culto ao deus sol é abominação registrada na Bíblia

"E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor, e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o oriente; e eles, virados para o oriente adoravam o sol." Ez 8:16

Maniqueismo

É a identificação do filho de Deus (Jesus) com o sol. Essa introdução no cristianismo se deu por conta de Constantino quando de sua "conversão" e fundamentação do cristianismo como religião aceita em Roma e posterior oficialização como única religião romana.

Deus proibe e condena árvores como  instrumento de adoração.

"Não plantarás nenhuma árvore junto ao altar do SENHOR teu Deus, que fizeres para ti." Dt 16:21

  "Sacrificam sobre os cumes dos montes, e queimam incenso sobre os outeiros, debaixo do carvalho, e do álamo, e do olmeiro, porque é boa a sua sombra; por isso vossas filhas se prostituem, e as vossas noras adulteram."  Os 4:13

4º.Papai Noel, quem é ele?

"São Nicolau, o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro... conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre... deu origem ao costume de dar em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau..." 

Enciclopédia Britânica, 11ª edição, vol. 19, páginas 648-649

Como se pode ver, São Nicolau e o Natal não eram associados a principio, contudo o seu dia foi transferido de 06 de dezembro para 25 de dezembro e tornou-se assim  o símbolo maior do Natal.


Mediante tudo isso só resta concluir que o natal é pagão, os Apóstolos nunca comemoraram o nascimento de Cristo, mas sim sua morte até que venha.

"E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim." Lc 22:19 (I Co 11:23-26)

5º. Espírito do Natal


Pode ser também chamado de espírito do engano, o tal espírito é o que fomenta outro espírito, o do capitalismo. Essa é a época em que as pessoas mais se endividam, a fim de manter a tradição de presentear. Uma falsa solidariedade que não é costumeira no decurso do ano, eclodi nessa época festiva. Infelizmente vai embora tão rápido quanto vem.
 
Nota:


  A Guirlanda (coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas) também é pagã.

 "[A guirlanda] remonta aos costumes pagãos de adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do [atual] Natal. A árvore de Natal vem do Egito e sua origem é anterior à era Cristã."


Frederick J. Haskins em seu livro "Answer to Questions" 

As velas de natal , são uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar ao deus sol, quando este se extinguia para dar lugar à  noite.



Nota II:

 A comemoração de passagem de ano de 31 de dezembro para 1º  de janeiro também é de origem pagã, está associada a Janus o deus das mudanças (um homem com dois rostos).
 Por isso Janeiro (Janus)



Baruch HaShem Adonai !

A crucificação de Jesus.



A crucificação de Jesus para muitos é o simbolo do fracasso de Cristo, por ter sucumbido a morte, no entanto para nós os cristãos que conhecemos as profecias e o propósito de Deus, vemos neste acontecimento sem paralelos, a maior obra vicária da humanidade. Temos o Filho Unigenito de Deus pendurado no madeiro, para redimir os homens do pecado, que os separa de seu Criador.Ele morreu e ressucitou e foi visto por muitos. (At 15:1-8)

O escopo dessa postagem é especificar alguns aspectos da crucificação em si.Recentemente conversando com um pastor Assembleiano, ouvi a seguinte assertiva: De que Jesus morreu devido a lança do soldado romano que transpassou Jesus. Fiquei assombrado com essa afirmação, pois redunda no maior engano.

De mesma sorte, é um engano acreditar que Jesus carregou uma cruz nos moldes em que vemos nos filmes, é um erro crasso essa reconstituição da crucificação de Cristo.

Vamos aos fatos:


Quanto a cruz:

A cruz de execução romana na verdade é uma estaca de execução (exatamente como afirmam as Testemunhas de Jeová), contudo essa estaca que já é fixa no lugar (verticalmente) recebe um travessão (e é esse travessão horizontal que foi carregado por Cristo).

A estaca chama-se Stauros (grego) , e o travessão Patibulum (latim).

A cruz na verdade assume a forma da letra (T) mas a também há a  cruz na forma que conhecemos (+)

Jesus foi pendurado numa cruz (+), essa conclusão se dá devido a inscrição que estava acima da cabeça de Jesus. (Mt 27:37)

A pratica de executar em cruz teve inicio entre os povos nomades, a registros também entre sírios e outros povos anterior ao romanos.

Entre os judeus não há registros dessa prática, por isso é um erro teológico interpretar que Dt 21:22-23 faz menção a crucificação. Na verdade o madeiro aqui referido é o enforcamento (que também se dá através de um madeiro).

"Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e for morto, e o pendurares num madeiro,
O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança."  Dt 21:22-23

Por conseguinte o Apóstolo Paulo quando usou esse texto para justificar que aquele que morre no madeiro é maldito, e o fez referindo-se a Cristo que morreu por nós no madeiro romano (cruz), a bem da verdade ele adaptou o texto ao fato, ele intertextualizou. 

"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;" Gálatas 3 : 13

Quanto a forma da morte: 

Jesus sofreu muito antes de ser pendurado no madeiro, sofreu grandes flagelos, o que lhe consumiu a energia, o fez perder muito sangue. Quando Jesus foi pendurado, seu corpo já estava definhando, a posição em que se encontrava dificultava e muito sua respiração. Aliás , a cruz é uma morte muito dolorosa e para muitos dias, a idéia é que o condenado definhe pela fome, pela sede, pelas dores e por fim por asfixia.
No caso de Jesus, a sua debilidade acelerou esse processo, quando curvou sua cabeça e disse: Tetelestai (está consumado), nesse momento morreu (por asfixia que é o mais provável ou no muito por uma parada cardiaca segundo alguns especialistas).

"E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito."  João 19 : 30

Os ladrões que estavam a sua volta ainda estavam vivos, então dado a proximidade do Shabat, os judeus instigaram os romanos a matarem os criminosos, para que não estivessem mais pendurados nesse dia sagrado. 

"Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados." João 19:31
Por essa razão tiveram suas pernas quebradas, para que o corpo desce-se e ele asfixia-sem, essa prática chama-se Crurifragium. Com os pernas quebradas o corpo ficaria suspenso apenas pelos braços acelerando assim a asfixia.

No momento em que foram quebrar as pernas de Jesus, notaram que já estava morto, ai sim é que o soldado romano ofurou com a lança, ou seja, ele o fez para ter certeza que Jesus estava morto e não para matá-lo. Como disse no inicio da postagem erro  crasso afirmar do contrário.

"Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como ele fora crucificado;
Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas.
Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água."

João 19:31-34

Nota: 

Pra quem assistiu o filme Paixão de Cristo (do Mel Gibson) e achou o filme "fiel" as Escrituras é digno de nota que a cruz ali representada não é a mesma que Jesus carregou conforme explicitei na presente postagem , e mais um detalhe que creio que passa despercebido, o soldado na hora de pregar os cravos, trás o braço de Jesus com toda a força para a posição e na hora dá a clara impressão que o braço de Jesus foi quebrado para que o objetivo fosse alcançado. Contudo as Escrituras atestam que Jesus apesar de todo seu flagelo, não teve nenhuma fratura. Há outras observações que poderiam ser feitas (como sobre Maria ou Satã, sempre presente), mas creio que essas duas são as que interessam visando o escopo da postagem.

 "Porque isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: Nenhum dos seus ossos será quebrado."
João 19:36  (Conf. Salmo 34:20)


Elohim Mélech Néder

O dom de linguas.



O Dom de línguas é um assunto um tanto controverso nos estudos da Bíblia. Existem várias interpretações do dom, pretendo explanar brevemente sobre os mesmos, e como já é praxe passar todas as teses pelo crivo, de sorte que vamos compreender de fato o que é, como se deu e como se dá hoje esse dom. 

A primeira manifestação do dom de línguas se deu na efusão do Espírito Santo no dia de pentecostes, onde estavam reunidos os apóstolos e muitos discípulos, cumprindo a ordem de Cristo de aguardar até que do céu fossem revestidos de poder.

A efusão do Espírito Santo veio como línguas de fogo sobre cada um que lá estava.

"E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;
E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem."

Atos 2:1-4

Os carismáticos (pentecostais) entendem ser (em geral) ser esta a mesma manifestação encontrada em suas igrejas (o falar em línguas estranhas), por sua vez os protestantes (a exemplo: Batistas, Presbiterianos, etc.) entendem ser este sim um dom espiritual, contudo discordam ser "línguas estranhas", e trata-se sim de dom de "línguas estrangeiras".

Por essas duas perspectivas todas as demais manifestações registradas nas Sagradas Escrituras são ou uma coisa ou outra, ou seja, ou são línguas estranhas ou são línguas estrangeiras.

A questão é: Quem está com a razão? Os carismáticos ou os protestantes e demais grupos cristãos?

Antes de responder a essa pergunta, vou complicar um pouco mais. Os carismáticos (pentecostais) entendem ser esse o mesmo dom do período apostólico e permanece até hoje. Já as demais denominações entendem que esse dom esse encerrou com a Canon Bíblico.

Agora vamos esclarecer ambas as assertivas.

Sem dúvida alguma no dia de Pentecostes o que houve foi o derramamento do Espírito e que permitiu que cada um que lá estava fala-se em sua própria língua e entende-se da mesma forma, mesmo havendo o agravante de haver homens de várias nações cada qual com seu idioma.

Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? 
"Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia,
E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,
Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus."

 Atos 2:8-11

Nesse caso em especial a razão fica com os Protestantes, esse foi indubitavelmente uma manifestação do dom de línguas estrangeiras. A essa manifestação dá-se o nome de Xenolalia. Mas isso não encerra a questão.

O registro do falar em línguas encontra-se em Atos 10, aqui vemos Pedro evangelizando a Cornélio homem gentio (não judeu), e ambos travam um diálogo, é importante observar isso porque nos demonstra que não haveria necessidade alguma  de uma manifestação de línguas estrangeiras uma vez que ambos se comunicavam perfeitamente. 

"E, falando com ele, entrou, e achou muitos que ali se haviam ajuntado." Atos 10:27

No decurso dessa reunião, o Espírito Santo de Deus foi derramado e foi concebido a Cornélio que fala-se em línguas e como eu já disse seria no mínimo redundante que fosse línguas estrangeiras. Eis então aqui a primeira manifestação de línguas estranhas (espirituais). 

 "E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.
E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.
Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus."

Atos 10:44-46

As chamadas línguas estranhas (espirituais), recebem o nome de Glossolalia. Até aqui ficou patente que há então duas manifestações distintas do dom de línguas, a saber: Xenolalia e Glossolalia.

Vejamos outro exemplo e uma explanação de Paulo acerca dos Dons, dirigida a Igreja de Corinto.

"E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam." Atos 19:6

Nesta passagem Paulo encontrava-se em Éfeso e deparou-se com discípulos que já haviam sido batizados com o batismo do arrependimento de João, mas ainda não haviam recebido o batismo de fogo de Cristo, então ao lhes impor as mãos foram batizados com fogo, falaram e línguas e profetizaram. O ponto interessante é que estavam em Éfeso e todos eram nativos de lá, sendo assim não haveria necessidade do manifestar de línguas estrangeiras, que línguas então foram essas? Exato, línguas estranhas (espírituais) .

 Epístola de Paulo aos Coríntios.

 Os santos de Corinto estavam muito cheios de si, se ufanando das manifestações dos dons, em especial o de línguas, por esta razão Paulo achou por bem escrevê-los a fim de orientá-los.

"Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes." I Co 12:1

No capítulo 12 Paulo fala da diversidade dos dons, e esclarece que nem todos tem os mesmos dons, a diversidade de dons mas um só doador, que é o Espírito Santo.

"Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo." I Co 12:4

Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. 
Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.
 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

I Co 12:7-11

Aqui existem dois axiomas:

1º. Os dons foram distribuídos pelo Espírito e ainda o são, ou seja, não se extinguiram com a Canon Bíblico  como alegam alguns cristãos. 

"E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;"
 
Marcos 16:17

Neste caso não fica claro que dom de línguas seguirá (se um , se outro, se ambos), mas uma coisa é certa, não existe indício nenhum que Jesus referiu-se a algo temporário.Jesus aqui instruía a cerca do prosélito (IDE) as nações.

Mais um motivo para entender que os dons do Espírito não cessaram com o Canon, encontra-se em Romanos 13.

"O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;" I Co 13:8

As profecias já foram aniquiladas? (Ou ainda resta a serem cumpridas? basta ler Apocalipse e ver que ainda há profecias a se cumprirem), A ciência desapareceu, ou tem se multiplicado? (Daniel 12:4)

Aqui Paulo afirma que as línguas cessariam, mas quando viesse o que é perfeito, e o que seria perfeito? O Canon Bíblico ou Jesus Cristo?

2º. Nem todos falam em línguas, pois é o Espírito que distribui os dons de acordo com sua vontade. Por essa razão a tese pentecostal de que só é batizado no Espírito Santo aquele que fala em línguas, cai por terra, pois nem todos falam línguas.

"Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos doutores? são todos operadores de milagres?
Têm todos o dom de curar? falam todos diversas línguas? interpretam todos?
"

I Co 12:29-30

Fato é que o falar em línguas é uma evidência externa do Batismo no Espírito Santo, não obstante o não falar de forma alguma é evidência do não Batismo no Espírito Santo. Não são inversamente proporcionais estás assertivas.

Outras evidências externas são, o dom de profecias e a intrepidez na pregação do Evangelho.

Há ainda os que fazem distinção entre o falar em línguas como dom e como sinal de batismo, mas não encontro na Bíblia evidências para afirmar que seja certa essa assertiva.

Nota: Em Atos 8, Simão o mágico, foi batizado após ouvir a pregação de Filipe e ver os sinais que realizava.Ficando atônito. (Atos 8:13)
Além de Simão, muitos foram batizados pelos mesmos motivos, o ponto é o seguinte, os que defendem a tese de que só é batizado no Espírito Santo quem fala em línguas, assevera que Simão quis comprar o dom do Espírito Santo com dinheiro, oferta essa que fez a Pedro, ao ver que muitos eram batizados com fogo após Pedro impor as mãos. 

 (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus).

  Atos 8:16

Então alegam os pentecostais que ele viu algo diferente, e esse algo seria o falar em línguas, logo, só batismo de fogo = falar em línguas.
Mas essa assertiva não se sustenta, Filipe também fez sinais e potencialmente pode ter falado em línguas, a diferença entre ele e Pedro está no seguinte: Filipe batizou com água e Pedro com Fogo (Espírito Santo), Simão percebeu que aquilo que Filipe tinha, era o mesmo que Pedro distribuía através da imposição de mãos. E isso contemplava não só o falar em línguas, mas também os outros sinais (como curar os enfermos, e profetizar). E era esse poder (em sua totalidade) que Simão buscava. Simples assim.

Nota II: 

 Baseando-nos no magistério (ensino) de Paulo, podemos constatar que as Igrejas Carismáticas (pentecostais) erram no exercício do dom de línguas.
É-nos ensinado que devemos falar em língua apenas se houver quem interprete, contudo, há muitos pregadores, pastores e irmãos que falam em línguas durante o tempo de instrução da Igreja, em suas pregações e demais ocasiões. O problema com isso, é que a Igreja não é edificada, tão somente quem faz uso do dom. Outro ponto, há pessoas que falam línguas realmente estranhas (não espirituais), no meio pentecostal é chamado de "fogo estranho".
No meio carismático existe uma fixação tão grande pelo dom de línguas que me remete sempre a lembrança da Igreja em Corinto.

"Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios."  I Co 14:2 


"E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação. "   I Co 14:5 

"E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.
Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. "

I Co 14:27-28


Nota III:

 Sou Pentecostal, mas como pode notar isso não é motivo pra que me empurrem toda sorte de doutrinas, goela abaixo.


Em suma:

Há duas manifestações distintas do dom de línguas;

O dom de línguas não cessou;

Não é evidência única do batismo no Espírito Santo; 

Deve-se falar desde que haja interprete do contrário deve falar consigo mesmo ; 



Elohim Mélech Néder