Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6

Conclamação

Todos os textos aqui postados são de minha autoria, salvo aqueles em que estiverem as devidas referências bibliográficas e links.
Devemos ser originais em nossas colocações, mas não imaginários e sim embasados tão somente nas sagradas escrituras e respaldados pela lingüística, ciência, história e legislação humana.




Direitos do Blog

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IV – “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”

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Respalda-se também Lei nº. 9610, de 19/02/1998, que rege o seguinte:

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Milenismo , Amiilenismo e Pós-Milenismo


Concernente aos últimos dias (escatologia), existem três correntes acerca da 2ª vinda de Jesus e seu governo milenar.

A saber: Amilenismo, e Milenismo, sendo que esse segundo se divide em três sub-grupos: Pré-Milenismo, Mid (ou Meso)-Milenismo e Pós-Milenismo.

O que defende cada um destes?

Iniciemos pelo Amilenismo.

Essa é a corrente que defende que Jesus não virá literalmente ao fim da grande tribulação, estabelecer um Reino de mil anos. Para eles, todo o Novo Testamento compreende o milênio (desde a primeira vinda de Jesus até o fim do mundo).
Os textos escatológicos não devem ser interpretados literalmente. Método utilizado alegórico.


Pós-Milenismo


Para eles Jesus virá literalmente, mas não antes do milênio,ou seja, mil anos não significam necessariamente esse período de tempo, mas pode ser um pouco menos ou até mesmo um pouco mais. O acertado é: Jesus só voltará depois que a ordem for estabelecida, o que significa que a ordem não se dará por conta da vinda de Jesus, mas sim que, Jesus voltará somente depois que a Igreja por mérito próprio estabelecer a paz.
O método interpretativo dos textos escatológicos é o não literal (alegórico)


Milenismo

Corrente que defende a literalidade dos mil anos, compreende os acontecimentos descritos no livro de Apocalipse como literais. Para sua interpretação faz uso do método histórico- gramatical.
É a corrente predominante no meio cristão, contudo se divide em três sub-grupos, que divergem quanto ao arrebatamento da Igreja, o Advento de Jesus e o por conseguinte a implantação do Reino Milenar.


Vejamos as idéias defendidas pelos três grupos:


Pré-tribulacionismo:


Defendem que a Igreja de Cristo, não passará pela grande tribulação que há de vir, mas experimenta o princípio das dores.
Segundo eles, apenas os judeus, os ímpios e os desviados da Igreja passarão pelos horrores futuros. Os eleitos no caso serão arrebatados e ficaram no céu com Jesus, pelo espaço de tempo de sete anos, no qual será comemorada as bodas do cordeiro.

Durante o período da grande tribulação, muitos se converterão e morrerão ao não aceitarem o governo do Anticristo e receberem o selo de Satanás, o 666.
Esses desviados arrependidos serão os mártires da glória.

Após o período de sete anos Jesus voltará com seus anjos e seus santos, derrotará Satanás e estabelecerá o Reino na Terra por mil anos literais.


Para tanto, a volta de Jesus se dará em duas etapas: Na primeira ele vem invisível, arrebata a Igreja, na segunda ele volta com a Igreja após os sete anos e nesta todo olho o verá.
É a crença da maior parte das Igrejas,e defendida com unhas e dentes pelas Assembleias de Deus e demais denominações evangélicas e protestantes.

Mid-Tribulacionismo

Praticamente a mesma coisa que o pré-tribulacionismo, com a seguinte diferença: Creem que a Igreja será arrebatada no meio da grande tribulação, ou seja, com três anos e meio de governo do maligno. E por consequência a Igreja permanecerá por três anos e meio no céu, após esse período seguem os mesmos acontecimentos aguardados e defendidos pelos pré-tribulacionistas. (Como descritos acima)




Pós-Milenismo 

Esse grupo (do qual faço parte) defendem que não existe uma segunda vinda de Jesus em duas etapas, mas sim, que Jesus voltará segunda vez e por ocasião disso, arrebatará a Igreja e ressuscitará os mortos (1º ressurreição), tudo num único evento, em seguida estabelecerá o Reino.
Isso significa que não só os princípios das dores (que já estamos vivendo), mas todo o processo da tribulação será vivenciado pela Igreja de Cristo.
No mais, cresse que o Reino de Cristo será literal, ele governará todas as Nações a partir de Jerusalém.

Anteriormente fiz uma postagem chamada dispensacionalismo - A teologia de John Nelson Derby, onde elucido a origem da doutrina pré-tribulacionista (nascida no século XlX).

Em continuação a estas duas postagens (está presente e a acima citada), estarei preparando uma terceira postagem onde consolidarei a doutrina pós-tribulacionista em detrimento a pré-tribulacionista.


Nota: 

Tanto para os Amilenistas quanto para os Pós-Milenistas, Apocalipse 20:4-6 é um texto alegórico.

Na próxima postagem que encerra esse estudo,serão dadas todas as referências bíblicas (livros, capítulos e versículos) tanto na refutação como na defesa das idéias.



Baruch Habá !




Maldições





Vamos entender as maldições...


Na Torah (AT), Adonai (Senhor) estabeleceu que os pecados dos pais seriam visitados nos filhos, e isso como um decreto.

“Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.”

Êx 20:5

Contudo nos Nevi’im (profetas), precisamente no livro de Yechezk’el (Ezequiel), o Eterno D’us diz que os filhos não (mais) levariam os pecados dos pais.

“A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.”
Ez 18:20

Entendo com isso que D’us não castigaria mais os pais atingindo os filhos, mas sim, que trataria com cada um em seus próprios pecados.
Há quem defenda que D’us nunca visitou o pecado dos pais nos filhos, e que, por conseguinte Êx 20:5 na verdade refere-se a consequência dos pecados como algo que recai sobre os filhos e não a própria ação punitiva de D’us.
E até faz sentido, isso, mas não se sustenta quando nos lembramos das palavras de Kefas (Pedro) a Yeshua (Jesus), onde ele questiona o porquê do sofrimento do cego. E Jesus revela que nem ele e nem os pais pecaram para que fosse daquela forma.

“E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.”
Jo 9:2-3

Aqui está uma prova indiscutível que os pecados dos pais poderiam SIM recair sobre os filhos.

Há dois tipos de maldições a se considerar:

Maldições condicionais, ou seja, maldições que podem ser revertidas.

Vejo um exemplo claro disso no livro de D’varim (Deuteronômio), quando o Eterno estabelece bênçãos para a obediência e maldições para o pecado.


Como o povo hebreu, pecou naquilo em que o Eterno disse que seriam amaldiçoadas, fatalmente as maldições tornaram-se patentes.

“E SERÁ que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra.
E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do SENHOR teu Deus;” 
Dt 28:1-2

Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR teu Deus, para não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão:”
Dt 28:15

Estas  maldições poderiam ser anuladas e tornarem-se bênçãos, bastando para tanto realizarem a Teshuvá (arrependimento / retorno ao Eterno)

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.
II Crônicas 7 : 14

No entanto há um segundo tipo de maldições, do qual não cabe recurso, são maldições que o Eterno lança àqueles que cometem certas pecados.

Os idólatras são seriamente amaldiçoados por Adonai.
Os que fazem as imagens (artífices) e os que nela confiam, a estes a maldição é que se tornem como as imagens.

Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens.
Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não veem.
Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram.
Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.
A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam.”
 Salmo 115:4-8

Outro exemplo é a maldição que recai sobre os que ousarem (e ousaram de fato), modificar as palavras da profecia (e de todas as Escrituras).

Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;”
Apocalipse 22:18

As maldições são uma realidade, são o oposto das bendições, elas podem ser palavras nocivas proferidas por alguém (Tg 3:9-10), podem ser um castigo de D’us para o pecado.
A quem afirme que não há mais maldições porque Yeshua se fez malditos por nós, mas creio que isso é em sentido estrito e não lato, ou seja, não são todas e quaisquer maldições, mas Sha’ul HaShaliach (Apóstolo Paulo), referiu-se as maldições da Torah (Lei)

De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão.

Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.
E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé.
Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá.
Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;”

Gálatas 7:3-13

Yeshua nos libertou das maldições que recaem sobre aqueles que vivem sob a Torah e buscam ser justificados por essa existência, quando na verdade as obras da Lei, não justificam, mas sim a fé no MaShiach (messias).

Com isso afirmo que as maldições do Eterno para determinadas situações, como as aqui já descritas (idolatria, adulteração das Escrituras), continuam valendo, não foram “anuladas” no madeiro.

E para finalizar quero citar outro caso interessante de maldição. Trata-se de Davi. D’us apesar de tê-lo perdoado (pelo adultério), lançou uma maldição sobre sua casa e fatalmente aconteceu conforme a palavra de Adonai.

Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher.”
II Samuel 12:10

Podemos mediante tudo isso fazer as seguintes asseverações:

·         D’us já visitou, mas não visita mais os pecados dos filhos nos pais;

·         Há maldições que podem ser revertidas desde que haja arrependimento do pecado e uma verdadeira conversão (porém as consequências do pecado são
inevitáveis (Gl 6:7) ;

·         Yeshua acabou com as maldições da Lei, não TODAS as maldições;

·         Há maldições descritas nas Escrituras que estão valendo;

·         O homem pode impetrar bênçãos e maldições na vida de outros homens (Tg 3:9-10 , Rm 12:14) e com consequências por certo, haja vista o caso de Bil’am (Balaão),(Ap 2:14) ,  mas claro, somente com a anuência de D’us  (Nm 24:10), por isso cuidado com as palavras; 
  
     As maldições terão fim quando Jesus reinar e novos céus e nova terra forem estabelecidas (Não haverá maldições na Nova Jerusalém);

     "E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão." 
      Apocalipse 22 : 3


Shalom Aleichem !