Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6

Conclamação

Todos os textos aqui postados são de minha autoria, salvo aqueles em que estiverem as devidas referências bibliográficas e links.
Devemos ser originais em nossas colocações, mas não imaginários e sim embasados tão somente nas sagradas escrituras e respaldados pela lingüística, ciência, história e legislação humana.




Direitos do Blog

O blog Jesus Cristo Príncipe da Paz tem seus direitos respaldados nos incisos IV, VI e IX do artigo 5º da Constituição Federal, abaixo transcritos:



IV – “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”

VI – “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos, salvo o dos que contrariem a ordem pública ou os bons costumes.”

IX – “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.



Respalda-se também Lei nº. 9610, de 19/02/1998, que rege o seguinte:

Art. 46: Não constitui ofensa aos direitos autorais:– a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, de passagens de qualquer obra, para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o nome do autor e obra.





Yeshua e suas alegorias (Pão, Luz, Bom Pastor...)






Yeshua era a rocha de onde flui água viva (Maim Chaim) para Israel, Moisés que representava Israel feriu a rocha que representava Yeshua.

Interpretação De Shaul ao usar Remez (alegoria) para explicar as revelações do Eterno, antes escondidas.

Yeshua é a fonte de água viva (Maim Chaim), dele flui a água que mata a sede, a´água que purifica.
As palavras "Água Viva" significam "água corrente", era o nome dado ás águas usadas nos tanques de purificação (Mikveh)

Yeshua é o pão da vida, por isso nasceu em Beit Lechem (Casa do Pão), terra do  Rei mais amado de Israel, Davi.
Os hebreus foram alimentados com pão do céu (maná), mas Ele é o pão do céu que dá vida eterna.
 (Jo 6:30-35)

Yeshua é o caminho a verdade e a vida, por representar as três portas do Santuário:
 Caminho, Verdade e Vida (ani HaDerech ve HaEmet ve HaHaim) e por ela é que se chega ao Pai (Lugar Santíssimo) 

Os seguidores de Yeshua eram chamados seguidores do Caminho (HaDerech) (At 24:14)

Yeshua era o templo que seria destruído e reerguido em três dias, porque no Templo habitava a presença divina de Deus (Shehinah)  (Êx 25:8)

"Yeshua respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.
Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?"


Yeshua é o bom Pastor, porque somos suas ovelhas e o bom Pastor morre por suas ovelhas. (Jo 10:11)

Yeshua é a Rocha de nossa salvação, e Nós somos pedras vivas (I Pe 2:5), por isso somos templo e morada (Shakam) do Ruach Hakodesh (Espírito de Deus) - Shehinah 

Yeshua a luz do mundo, porque a luz expulsam as trevas, no Shabat acendem-se as luzes (velas), Ele é  Palavra de Deus (Verbo 1:1 , Ap 19:13) e a palavra é luz para o caminho (Salmo 119:105)

Yeshua é nossa páscoa (Nosso Cordeiro Pascal (I Co 5:7)  ), pois a Páscoa é a festa da liberdade e Ele nos libertou do pecado e da morte, é celebrado com um cordeiro imolado e Ele é o Cordeiro de Deus.
 (Jo 1:29, 1:36)


A Bíblia é muito rica em suas formas, no emprego de metáforas, alegorias, e outras figuras de retórica e de linguagem (Como eufemismo e hipérboles), isso faz com que a compreensão das Escrituras saia apenas do literal (P'shat) e vá há outros níveis mais profundos de interpretação.

Dentro da interpretação textual judaica, temos quatro níveis de interpretação:

PaRDe

P'shat - Literal , Remez -Dica (significado alegórico), Drash - Busca (aplicação alegórica ou literal)  e Sod - Segredo (Significado místico ou escondido).


Desejo que sejamos todos alimentados com o Pão da Vida, e  iluminados pela Luz do mundo. 

Shalom ! 

São João - Festa do fogo. (Culto ao deus sol)




Como já expus em várias de minhas postagens, o paganismo está arraigado no cristianismo de longa data, quase desde o principio. 
Na medida que o tempo passa, as práticas pagãs ficam cristalizadas e ninguém (ou quase ninguém) se preocupa em saber se realmente as crenças estão corretas,se possuem respaldo bíblico. 

As festas cristãs (todas elas) tem seus fundamentos nesse paganismo e não nos ensinos bíblicos. Já apontei a origem pagã da comemoração do Natal e da Pascoa, agora é hora de falarmos sobre as festas junsinas e em especial a Festa de São João. 


Segundo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, em seu “Anuário de Astronomia”, edição de 1983, a festa de São João era conhecida como festa do fogo e era comemorada em devoção ao deus sol. 

“Assim, a descoberta dos solstícios deu origem às  festas coletivas nas quais o Sol era honrado com o fogo, a luz suprema, que o homem oferecia às divindades pagãs.

Em suas explicações é citado  além da festa de São João a festa de Natal, ambas de adoração ao deus sol.

“Surgiram, desse modo, duas festas dedicadas ao fogo: a festa do verão, que tem lugar no solstício de verão, em 2 1/22 de julho, e a outra de inverno, em 21/22 de dezembro."

* Vale lembrar que a festa de Natal é comemorada no dia 22  de dezembro, pela crença que o deus Sol Invictos *Tamuz" teria nascido neste dia. 

"Em virtude da inclemência do clima, em dezembro, nos países do hemisfério Norte, a festa de São João passou a ser a mais praticada. Por uma transposição essencialmente cultural, os povos do hemisfério Sul passaram a comemorar a festa do Sol, em junho, durante o dia de São João. Esta manifestação atual, dedicada a um santo da Igreja Católica, atravessou milênios sem sofrer grandes alterações, pois o culto do fogo permaneceu profundamente associado ao coração dos humanos”

Em conclusão:

“ deslocamento do leste para oeste, segundo a marcha aparente do Sol, representado pela bola, era um dos modos de cultuar o astro do dia e a sua luz que preparava as riquezas da primavera. A esses jogos da primavera seguia-se a preparação de outro jogo de origem religiosa e solar, nos solstícios. Era a festa do fogo, do deus do Sol, que se pratica até hoje no dia de São João.”

O curioso da crença cristã é justamente o fato de que as festas instituídas por Deus são consideradas como "sombras' (em sentido pejorativo), como algo que não se deve praticar, no entanto as festas pagãs são celebradas ano a ano,não só por Católicos,mas também por toda sorte de cristãos,e desde os protestantes ao mais ferrenho evangélico.

Nas palavras de Yeshua: "Errais por não conhecerem as Escrituras..."


by  Vanderlei L. Borkoski





João Batista (Yohanan HaMatvil)



João não era a voz que clama no deserto, Ele era a voz que clama (Ou uma voz que clama). Qual a diferença?  No primeiro caso recebe notoriedade como "A voz", na tradução correta "Uma voz", sem notoriedade, mas com uma missão.

Veja a diferença nas traduções, e tenha em conta que em Hebraico não a virgulas, o que pode incorrer em erro, se não houver uma tradução honesta. 

"Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas." (Marcos 1 : 3)

(Tradução recorrente nas traduções)

"Voz do que clama: No deserto preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas" (Marcos 1:3)

(Tradução correta)

O objetivo é que no deserto se prepara-se o caminho de Adonai. 

O que Yohanan (João) fazia era o banho de purificação (Mikveh).

"Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra," (Ef 5:26)

"Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo," (Tt 3:5)


"Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar.
E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar,"  (Mikveh - purificados / batizados)

(I Co 10:1-2)


A palavra Batismo significa Emersão, logo o batismo é um rito de purificação, por  isso o batismo de Yohanan era para arrependimento de pecados o de Yeshua para salvação (regenerador).

Yohanam provavelmente era partidário dos Essênios, o que se justifica por sua alimentação, sua forma de vestir e seu isolamento. (Mc 1:6)

Por causa disso sua pratica de batizar chamou atenção dos Fariseus, pois estes praticavam a Mikveh e tinha um tanque para este fim, ao tempo que os Essênios não. (Jo 1:24-25)

Questionaram sua autoridade, mas já havia deixado claro que era um precursor do Mashiach (Messias) e não o próprio, e por isso batizava. 

Lembrando que batizava no Rio Jordão que fica no deserto da Judeia, e isto por causa das muitas águas, e a demanda de pecadores arrependidos requeria exatamente isso. 

O questionamento quanto a se ele era o Elias, não significa que ele fosse o Elias reencarnado ou  que o valha, mas pela similaridade entre eles, vivência no deserto, forma de se vestir e sobre tudo, havia um entendimento quanto a uma linhagem (dinastia) profética de Elias, possivelmente isso tenha influenciado na questão.

Tal linhagem aparece no livro Apócrifo ou Deuterocanônico "Eclesiástico"

"Tu que sagraste reis para a penitência, e estabeleceste profetas para te sucederem.Tu que foste arrebatado num turbilhão de fogo, num carro puxado por cavalos ardentes." 
"Elias foi então arrebatado em um turbilhão, mas seu espírito permaneceu em Eliseu. Nunca em sua vida teve Eliseu medo de um príncipe; ninguém o dominou pelo poder."
 (Eclesiástico - 48:8-9)
E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro?
 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas;
Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem."  
(Mateus 17:10-12)

            Nisto se resume os principais aspectos e curiosidades acerca de Yohanan HaMatvil e sua missão. 


            Shalom  Aleichen ! 



            By   Vanderlei L. Borkoski



A formação de Paulo de Tarso (Sha'ul)



O Apóstolo Sha'ul (Saulo de Tarso), como bem sabemos pela leitura bíblica, era um Fariseu zeloso, formado "aos pés de Gamaliel". (At 22:3)

A questão é: Qual foi sua formação, quem era Gamaliel.

Gamaliel era um mestre, mas não qualquer mestre, ele era Rabban (Mestre Superior), ele era neto Hillel.

* Rabban (Era o presidente do Conselho "Sinédrio") - O principal dos 71 representantes que compunham o Conselho.

 "Mas, levantando-se no conselho (SINÉDRIO) um certo fariseu, chamado Gamaliel, doutor da lei, venerado por todo o povo, mandou que por um pouco levassem para fora os apóstolos;" 
(Atos 5:34)

Dentro farisaísmo haviam duas escolas (Yeshivá - plural Yeshivot), A Casa de Shammai (Beit Shammai) e a Casa de Hillel (Beit Hillel). A primeira (Shammai) era mais literal sem sua interpretação das Escrituras, a segunda aceitava uma interpretação não literal em determinados casos.

A Yeshivá equivale grosso modo há um "curso teológico", é onde o jovem tem seus conhecimentos acerca da Lei aprimorados. Vale lembrar que antes disso eles já tem contato com a Torah através das Sinagogas.

Em resumo, na Infância recebeu ensinamentos na Sinagoga (a partir dos 05 anos) e na adolescência teve seus ensinamentos aprimorados no Yeshivá. (a partir dos 13 anos, após seu  Bar Mitzváh "maioridade religiosa")  

Pois bem, Shaul (Paulo), era Fariseu zeloso seguidor dos ensinos da Casa de Hillel e discípulo direto de Gamaliel.

"Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso de Deus, como todos vós hoje sois."
(Atos 22 : 3)

Conclusão: 

Pela sua formação dentro da Sinagoga e posteriormente do Yeshivá,  seu contato com judeus helênicos (judeus de língua e cultura grega),  veio a tornar-se um grande intelectual e mestre das Escrituras  aliado a isso,há a capacitação vinda do Ruach HaKodesh (Espírito Santo) e as revelações recebidas diretamente de Yeshua (Jesus), tudo isto fez  de Sha'ul um dos maiores expoentes na pregação do evangelho. 


"Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens.
Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo."
(Gl 11:1-2)




by Vanderlei L. Borkoski

A morte no madeiro




Sha`ul (Paulo) na carta aos Gálatas disse que Yeshua (Jesus) se tornou maldito por nós, ao ter morrido no madeiro. 



"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;" 

(Gálatas 3:13)


A maldição a que se referiu é a que encontramos no livro de Deuteronômio.  



"Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e for morto, e o pendurares num madeiro,

O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o SENHOR teu Deus te dá em herança." 
 (Dt 21:22-23)


Até aqui tudo bem.Para leitores pouco aprofundados não há nada de estranho nisso, mas para os mais atentos, surge uma questão:



A morte no madeiro no livro de Deuteronômio não é a mesma sofrida por Yeshua, isto porque os Hebreus não crucifixavam os criminosos. O madeiro dos Hebreus era a árvore, onde eram pendurados DEPOIS DE MORTOS (ou enforcados). Por sua vez o madeiro romano era a cruz, a bem da verdade, uma estaca de execução. A pratica de pendurar os criminosos é uma prática herdada de outros povos anteriores.



Os registros históricos apontam para os Assírios, Persas, Egípcios, Sírios e Gregos.



Então chegamos ao ponto. Teria Sha'ul forçado o texto ou se enganado? Absolutamente.



A explicação que trás harmonia aos textos, está no grego. 



ξύλον (Xulon) que significa: Madeira, Árvore. 



A palavra Xulon não significa cruz (σταυρὸν - Stauron), então de fato, maldito não o que morre na cruz, mas sim no madeiro, independente se seja ou não uma cruz, melhor dizendo, não o que morre, mas o que é pendurado. 



A palavra Xulon é usada diversas vezes nas Escrituras como por exemplo em Apocalipse, onde se traduz por árvore.



"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore (Xulon)da vida, que está no meio do paraíso de Deus."  



(Ap 2:7)



A palavra aparece como forca em Josué. 



 "E ao rei de Ai enforcou num madeiro (Xulon), até à tarde; e ao pôr do sol ordenou Josué que o seu corpo fosse tirado do madeiro; e o lançaram à porta da cidade, e levantaram sobre ele um grande montão de pedras, até o dia de hoje." 



(Josué 8:29)



Concluindo: 



Apesar de o tipo de morte descrita no livro de Deuteronômio não ser a mesma sofrida por Yeshua, não há contradição nas palavras de Sha'ul, haja vista o enfoque estar no madeiro a despeito de se tratar de enforcamento ou crucificação. (Não importa se árvore ou artefato de mesma)




by Vanderlei L. Borkoski



Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos - Lucas 9:57-62


"E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores.
E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.
E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai.
Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus.
Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa.
E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus."

(Lucas 9:57-62)


Nesta passagem vemos Yeshua ensinar que devemos priorizar as coisas de Deus, para tanto ele demonstrou que aquilo que era prioridade para cada um dos homens que lhe falaram, era menos importante do que segui-lo. 

"E Yeshua  lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus."

Porém o objetivo da presente postagem é trazer luz, sobre uma das falas de Yeshua:

"Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos;" 

Num primeiro momento pode parecer que o Senhor, foi inflexível e rude, afinal tratava-se do pai do discípulo que lhe abordara. Mas na verdade, de acordo com o contexto judaico, as coisas não são bem o que parecem.

Diferente do que estamos acostumados, na tradição judaica, e de acordo com a Torah,  após a morte segue-se o sepultamento (no mesmo dia), e o luto (Aninut), ou seja, não há a pratica de velar o corpo do morto.Dentro do judaísmo há uma lei de luto (Shivá) e ela rege dentre outras coisas 7 dias sem sair de casa.O luto decorre até 01 ano. Portanto: Quando o jovem falou com Yeshua, seu pai não poderia estar morto, do contrário ele estaria quebrando um mandamento (Shivá), 
A expressão: "Deixa-me que vá enterrar meu pai", significa: "Deixa-me cuidar do meu pai (seus interesses) até que ele morra". E a resposta de Yeshua, "Deixa os mortos o enterrar os seus mortos", tem o significado conotativo de: "Deixe os mortos espiritualmente cuidar dos outros mortos espiritualmente (seus interesses)", isto porque segundo o que podemos aferir do texto, o único da casa do discípulo a buscar Yeshua, era ele próprio (seria no caso o vivo, por causa dessa busca). 

Concluindo, este dialogo ficou no âmbito metafórico e não literal, Yeshua não foi duro, mas sábio.


Shalom Aleichem !!



by Vanderlei L. Borkoski



Jesus de Nazaré - Mateus 2:19


Em Mateus Capítulo 2 versículo 19 o Apostolo Mateus (Matyttiahu) diz :

"Morto, porém, Herodes, eis que o anjo do Senhor apareceu num sonho a José no Egito,
Dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel; porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino.
Então ele se levantou, e tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel.
E, ouvindo que Arquelau reinava na Judéia em lugar de Herodes, seu pai, receou ir para lá; mas avisado em sonhos, por divina revelação, foi para as partes da Galiléia.
E chegou, e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno."

Contudo, no período que compreende a Tanah (Antigo Testamento) não havia uma cidade chamada Nazaré, nem tão pouco alguma profecia concernente a esta cidade.

Isto pode parecer então um texto interpolado (não original aos Escritos), ou mesmo uma invenção do Apostolo. Porém a resposta encontrá-se no hebraico. 

A palavra Nazaré em hebraico é Natzeret  e Nazareno é Natzarit (transcrição fonética do hebraico)

Na Tanah (AT) temos uma passagem em Isaías 11:1 onde o profeta diz:

"Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará." 

Esta palavra "rebento" significa: ramo /galho, referindo a Jesus (Yeshua) como um renovo que viria. 

Pois bem, esta palavra em hebraico é: Netzer, logo Yeshua não seria  Natzarit e sim Netzer.

Segundo o erudito judeu: David H. Stern, o que Mateus fez foi um jogo de palavras a profecia, e isto é bem provável, basta lembrar que Yeshua fez isto também com Pedro (Kefas), ao dizer: 

"Pois também eu te digo que tu és Pedro (Petros -Pedra) e sobre esta pedra (Pétra - Rocha) edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;" (Mateus 16 : 18) 

* Yeshua refindo-se a si mesmo como Rocha, enquanto Pedro era uma pedra.

Como informação complementar, vale salientar que Nazireu (Que é aquele que faz o voto de Nazireado "Separado / Consagrado a Deus"), em hebraico é: Nazir da raiz Nazar.

Outro fato interessante é que os cristãos  em hebraico moderno são chamados: Notzri, uma variação de Natzrati. (Mt 2:23 / At 2:5)



Louvado seja D'us em nome de Yeshua ! 

by Vanderlei L. Borkoski