Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6

Conclamação

Todos os textos aqui postados são de minha autoria, salvo aqueles em que estiverem as devidas referências bibliográficas e links.
Devemos ser originais em nossas colocações, mas não imaginários e sim embasados tão somente nas sagradas escrituras e respaldados pela lingüística, ciência, história e legislação humana.




Direitos do Blog

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IV – “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”

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Respalda-se também Lei nº. 9610, de 19/02/1998, que rege o seguinte:

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O deus morto e o Deus desconhecido de Nietzsche





 Quando se fala de Nietzsche (1844 - 1900) , quando se pensa em Nietzche, logo se pensa em um homem contrário a fé, em um anticristo. 
Isso evidentemente devido a seus escritos, sua visão. Patente na obra "O anticristo", ou em "Assim falou Zaratustra", em sua sentença : "Deus está morto".
De fato em uma visão superficial é isso que transparece, mas será que era isso que Ele estava dizendo, será realmente essa a forma correta de interpretá-lo ?

Não me proponho a defendê-lo e nem lançar algo novo, haja vista que essa mesma interpretação que vou expor já foi antevista por homens do calibre de Leonardo Boff. Quero apenas registrar em meu blog e acrescentar um pouco do meu entendimento.

Nietzsche se via como um ateu convicto, mas se tomarmos tento, vamos perceber que Ele está mais pra gnóstico, isso por que, Ele não disse que Deus não existia, mas deixar claro que não consegue entender a Deus, não consegue rotulá-lo e tê-lo inserido, enlatado dentro de ritos litúrgicos ou dogmas religiosos, Ele sente que Deus é concreto, porém foge a sua compreensão.
É digno de nota que Nietzsche era um homem muito inteligente, mas ainda assim um homem.

"deus está morto", esse deus é o deus da igreja católica, a qual Nietzsche era ferrenho opositor. Defendia o conceito do Super-homem que rejeita a submissão e a  passividade encorajada pelo cristianismo. Que para ele era uma "moralidade escrava".
Esse é o ponto, ele era contra o cristianismo e não contra o Cristo, aliás entre os representantes do Super-homem está Jesus (além de Sócrates, Napoleão e Shakespeare).
Cristianismo para Nietzsche era sinônimo de casa de ópio, contudo não estou sendo partidário de suas asseverações, mas sejamos francos ele não estava de todo errado (basta ver hoje os mercadores da fé que encontramos na mídia "ungindo" meias, cobrando "trízimos", pregando um deus de barganhas).

Para o filósofo que era, viu com olhar racional toda a manipulação que repousava (e ainda repousa) nas classes sacerdotais que movem os fiéis na direção que convém aos homens sem que necessariamente seja a mesma direção almejada por Deus.

Inclusive o Super-homem desdenha não somente a autoridade eclesiástica, mas também toda autoridade constituída (que tende ao despotismo). 

Infelizmente em sua busca e suas resoluções morreu enlouquecido, sem visualizar o todo, mas somente parte. Conseguiu ver o deus morto das classes sacerdotais mas não viu o Deus Vivo imanente na Vida de Jesus o Cristo.

"Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?" - João 14 : 9


"Eu e o Pai somos um."- João 10 : 30

A presente oração é atribuída a Nietzsche, nela podemos ver a dúvida, a busca e os anseios do grande filósofo.


Oração ao Deus desconhecido

Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para
frente uma vez mais, elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de
quem eu fujo. 

A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares
festivos para que, em Cada momento, Tua voz me pudesse chamar. 

Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras: 

"Ao Deus desconhecido”. 

Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos
sacrílegos. 

Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo. 

Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-lo. 

Eu quero Te conhecer, desconhecido. 

Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida. 

Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te conhecer,
quero servir só a Ti.


Friedrich Nietzsche

Tradução de Leonardo Boff.



"Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.
O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;
Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;"

Atos 17:23-25