Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6

Conclamação

Todos os textos aqui postados são de minha autoria, salvo aqueles em que estiverem as devidas referências bibliográficas e links.
Devemos ser originais em nossas colocações, mas não imaginários e sim embasados tão somente nas sagradas escrituras e respaldados pela lingüística, ciência, história e legislação humana.




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A farsa do julgamento de Jesus



Os eventos que cercam a captura de Jesus, seu rápido julgamento e condenação, estão entremeados por um nefando plano, que desrespeitou as regras estabelecidas pela Lei dos Hebreus.

Em uma exaustiva analise, Walter M. Chandler faz importantes apontamentos sobre os fatos.

Por considerar de suma importância conhecer as entrelinhas dos acontecimentos que envolveram a vida de Nosso Senhor  Jesus Cristo, achei por bem publicar nessa postagem um sumário dos apontamentos de Chandler.
Maiores e melhores detalhes podem ser apreciados na obra - "Volume I - The Hebrew Trial" 


1º. Ponto: A prisão de Jesus foi ilegal.

Por ter sido executado à noite e por intermédio da traição de Judas, um cumplíce, sendo ambas características expressamente proibidas pela Lei da época.

2º. Ponto: A inquirição privada de Jesus diante de Anás ou Caifás foi ilegal.

Porque (1) foi feita à noite ; (2) a audiência de qualquer coisa por "um juiz só" era expressamente proibida ; (3) conforme lemos em Salvador, " Um princípio reproduzido perpetuamente nas escrituras hebraicas relaciona-se com as duas condições da publicidade e liberdade. "

3º. Ponto: A acusação contra Jesus foi ilegal na forma. 

'O procedimento criminal inteiro, no código Mosaico, repousa em quatro regras: certeza na citação; publicidade na discussão; liberdade total garantida ao acusado; e garantia contra todos os perigos ou erros de testemunho' - Salvador, pág 365. 'O Sinédrio não dava origem, nem podia dar, a acusações, ele apenas investigava as que lhe eram levadas. '  - Edersheim, vol. 1, p. 309. 'O testemunho das principais testemunhas constituía a acusação. Não havia outra denúncia, nenhuma outra citação formal. Até que eles falassem, e o fizessem em assembléia pública, o prisioneiro mal poderia ser considerado um acusado.'
- Innes, p. 41. ' Os únicos acusadores conhecidos na jurisprudência criminal talmúdica são as testemunhas do crime.Seu dever é trazer o assunto ao conhecimento do tribunal, e prestar depoimento contra o criminoso. Em casos capitais, elas são também as executantes legais. Em lugar algum das leis dos hebreus existe existe qualquer traço de um promotor ou acusador oficial' - Mendelsohn, p. 110.

4º. Ponto: A atuação do Sinédrio contra Jesus foi ilegal porque foi realizada a noite.

'Que a ofensa capital seja julgada durante o dia e suspensa a noite.' - Mishna, Sinédrio 4:1.

Casos criminais podem ser tratados por vários tribunais durante o dia somente pelos Sinédrios Menores desde o encerramento dos serviços matutinos até meio-dia; e pelo Grande Sinédrio até a tarde.' - Mendelsohn, p. 112.

5º. Ponto: A ação do Sinédrio contra Jesus foi ilegal porque o tribunal se reuniu antes do oferecimento do sacrifício matinal..

' O Sinédrio se reunia desde a hora do sacrifício matinal até a hora do sacrifício da tarde.' - Talmud, Jer. Sin. 1:19 ' nenhuma seção do tribunal podia ter lugar antes do sacrifício matinal.' - MM. Lemann, p. 109. 'Uma vez que o sacrifício matinal era oferecido ao nascer do dia, dificilmente o Sinédrio poderia reunir-se antes daquela hora' - Mishna, Talmud, cap. 3.

6º. ponto : A ação contra Jesus foi ilegal porque foi efetuada no dia anterior ao Sábado dos 
Judeus ;Também no primeiro dia dos pães Ázimos e véspera da Páscoa.

'Eles não julgarão na véspera do Sábado, nem de qualquer festividade - Mishna, Sin. 5:1.
A nenhum tribunal de justiça em Israel era permitido realizar sessões no Sábado ou em qualquer dos sete feriados bíblicos. Em caso de crimes capitais, nenhum julgamento poderia ter início na sexta-feira, ou na véspera de qualquer feriado, porque não era legal suspender tais casos por tempo mais longo que uma noite, nem prosseguir com eles no Sábado e feriado. ' - Rabi Wise, 'Martyrdom of Jesus ,' p.67.

7º. Ponto: O julgamento de Jesus foi ilegal porque foi concluído dentro de um mesmo dia.

'Um caso criminal que resulte em libertação do acusado pode terminar no mesmo dia em que começou o julgamento, mas se uma sentença de morte tiver de ser proferida não poderá ser concluído antes do dia seguinte.' - Misha Sin.4:1. 

8º. Ponto: A sentença condenatória de Jesus pelo Sinédrio foi ilegal porque baseada sobre sua confissão não confirmada. 

'Temos como princípio fundamental de nossa jurisprudência que ninguém pode acusar-se a si mesmo.Se alguém confessar-se culpado diante de um tribunal legalmente construído tal confissão não será usada contra ele, a menos que devidamente confirmada por duas outras testemunhas.' - Maimonides, 4:2.'Não somente a auto condenação jamais é arrancada de um acusado por meio de torturas, mas nenhuma tentativa jamais é feita para levá-lo à auto-incriminação.Além do mais, uma confissão voluntária de sua parte não é aceita em depoimento e portanto não é válida para condená-lo, a menos que um número legal de testemunhas confirme minuciosamente a sua auto-acusação' Mendelsohn, p. 133.


9º. Ponto: A condenação de Jesus foi ilegal por que o veredicto do Sinédrio foi unânime.

'Um veredicto simultâneo e unânime de culpa, pronunciado no dia do julgamento, tem o efeito de uma absolvição. ' - Mendelsohn, p. 141.' Se nenhum dos juízes defende o réu, i..é ; todos o declaram culpado, não havendo que o defenda no tribunal, o veredicto de culpa não tem valor e a sentença de morte não pode ser executada.' Rabi Wise, 'Martyrdom of Jesus , ' p.74.

10º. Ponto:  A ação contra Jesus foi ilegal, por que: 1) A sentença condenatória foi pronunciada num lugar proibido pela lei; 2) O sumo sacerdote rasgou as suas vestes; 3) A votação foi irregular.

'Depois de deixarem o salão do tribunal Gazith nenhuma sentença de morte pode ser imposta sobre quem quer que seja.' - Talmud, Bab. 'Of  idolatry' 1:8. 'Uma sentença de morte so pode ser imposta, quando o Sinédrio estiver realizando sua sessão no lugar designado' - Maimonides, 14. Veja-se também Lev. 21:10 ; compare-se com 10:6. ' Que os juízes, cada um por sua vez, absolvam ou condenem. ' - Mishna, Sin. 15:5. ' Os membros do Sinédrio assentavam-se em semicírculo em cujas extremidades se colocava um secretário para registrar os votos. Um desses secretários registrava o voto a favor dos acusados, e o outro os contrários. ' - Mishna, Sin. 4:3. 'Em casos comuns, os juízes votavam de acordo com a antigüidade, começando pelo mais velho; num caso capital, a ordem inversa era seguida. ' - Benny, P. 73.

11º. Ponto: Os membros do Grande Sinédrio estavam legalmente incapacitados para julgar Jesus.

'Nem pode haver no banco judicial um parente, ou amigo particular, ou um inimigo, seja do acusado seja do acusador. ' - Mendelsohn, p. 108. 'Nem, em nenhuma circunstância, jamais se soube que um homem conhecido por sua inimizade ao acusado tivesse tido permitido permissão de ocupar posição entre os juízes. ' - Benny, p. 37.

12º. Ponto: A condenação de Jesus foi ilegal, porque os méritos da defesa não foram considerados. 

'Então inquirirás e informar-te-ás, e com diligência perguntarás. - Deu. 13:14. ' Os juízes  ponderarão o assunto na sinceridade de suas consciências. ' - Mishna, Sin. 4:5. ' O objetivo primário do sistema judicial hebraico era tornar impossível a condenação de uma pessoa inocente.  Toda a imaginação dos juristas judaicos orientava-se no sentido de conseguir esse fim.' - Benny, p.56.

" As magistrais declarações sobre os fatos, bem como os argumentos apresentados por Chandler sobre cada um dos pontos precedentes, são recomendados ao investigador. O autor sucintamente afirma: 'As páginas da história humana não apresentam caso mais violento de assassínio judicial, do que o julgamento e crucifixão de Jesus de Nazaré, pela simples razão de que todas as formas da lei foram ultrajadas e espezinhadas no processo instituído contra Ele.(p. 216) "


James E. Talmage - Jesus o Cristo, pág. 624



Aos que leram...

Shalom Aleichem !